segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Ano novo e como não projetar (para arquitetos)

Olha eu aqui novamente! :)

Ontem, antes de dormir, lembrei de outro assunto que esqueci de comentar... o ano novo...

Quando eu estava me recuperando da cirurgia, conversei com minha cunhada do coração (me desculpem as outras, mas não tem como negar), Laura, e eu disse prá ela: "Não vejo a hora desse ano acabar! Ou eu acabo com ele ou ele acaba comigo!" Ela então me deu uma idéia, nessa mesma época (há um mês mais ou menos) tinha acabado de acontecer a comemoração do ano novo judaico, eu, então, poderia me converter ao judaísmo e então já estaria num ano novo! Achei a idéia muito boa, mas acabei não colocando em prática, até porque meu conhecimentos religiosos são escassos e não conheço nenhum judeu a quem recorrer...

Mas na semana passada, mais precisamente na sexta-feira, estava eu trabalhando em Kitsilano, quando uma das moradoras veio me convidar para a festa do ano novo muçulmano! Ela e as filhas e netos vieram da Somália e são todos muçulmanos, moram aqui no Canadá há poucos meses e estavam preparando um almoço especial para todos os moradores do prédio e gostariam que eu também participasse. Contei a ela a conversa que tive com minha cunhada e ela disse: "Ótimo, então! Celebraremos um ano novo especial para vc!" :) Ela soube de tudo o que aconteceu comigo recentemente e sempre foi muito querida me dando muita força, foi até um susto no dia que retomei o trabalho depois de tudo e ao me ver ela veio me abraçar, afinal, abraços não são comuns para eles.

A melhor parte: além da comida estar muito boa, durante o almoço lembrei que fui convertida muçulmana quando estive no Marrocos! :) Pouca gente sabe disso mas, depois de passar uns mal bocados em Fez, estava eu num trem indo para Casablanca para adiantar minha volta a Portugal quando conheci uma mulher, Zineb, hoje minha melhor amiga da África :) Ela me convidou para ir na casa dela comer cuzcuz marroquino e eu aceitei e fui "adotada" pela família onde acabei ficando hospedada durante o final de semana. Nesse período, aprendi a usar o lenço cobrindo minha cabeça e o pai da Zineb achou que eu tinha tudo para ser muçulmana e perguntou se eu queria me converter, na brincadeira eu aceitei e ele me fez repetir uma oração, tipo de batismo, e assim eu fiz e no final ele me decretou muçulmana :) Estou, portanto, vivendo meu ano novo muçulmano, no século 14.

Mais um lado bom em morar em um país multicultural :)

A partir de agora acho que esse texto só vai interessar para meus colegar arquitetos. Aviso dado.

Hoje, depois de meses solicitando, recebi a visita do que seria o chefe da manutenção dos edifícios da YWCA (de todos os prédios, incluindo os de escritório e os hotéis) para me explicar o funcionamento dos sistemas de aquecimento (ar e água), ar-condicionado e de alarme de incêndio do prédio de Surrey, que foi entregue em março desse ano e é totalmente computadorizado. Uma das minhas perguntas era como controlar a temperatura da água pois, desde a semana passada, as moradoras começaram a reclamar que a água estava mais fria, o que eu associei com a queda da temperatura geral. Eu já tinha tido esta explicação no prédio também novo aqui de Coquitlam, mas os sistemas são diferentes.

Chegando no telhado, verifiquei que as placas solares de aquecimentos eram diferentes. Em Coquitlam temos painéis fotovoltaicos (aquelas caixas pretas) e em Surrey os painéis são formados por inúmeros tubos de vidro com um recheio azul, que não consigo encontrar o nome, no google só aparece a opção da caixa preta.

Bem, os dois prédios têm certificação LEED, e com isso muitos sistemas novos que ninguém sabe como funcionam, mas que a YWCA fez questão de ter para entrar na onda moderninha de preservação do meio ambiente.

Muito bem, depois de fazermos a inspeção técnica de todos os ítens dos manuais, a pergunta que não queria calar: como regular a temperatura? E a resposta: o prédio em Surrey possui APENAS o sistema de aquecimento pelas placas solares e não há como manter a temperatura da água sem a presença do sol e de altas temperaturas. O equipamento pára absolutamente de funcionar com temperaturas de -5C, o que, cá entre nós, não é algo incomum por aqui, sendo que até chegar a essa temperatura negativa o painel vai aquecendo cada vez menos a água, por não conseguir captar energia suficiente para isso. Não há um plano B!

Eu sempre suspeitei que aquele prédio tinha sido projetado por estagiários! :) São tantas deficiências de projeto que nem vale a pena eu listar aqui, mas daí a construírem, no Canadá, um projeto feito para o nordeste brasileiro... Que porra é essa, arquiteto!

Teremos 36 famílias vivendo em um prédio sem aquecimento de água nesse inverno! Que tal? É por isso que eu digo, idiota é o tipo de coisa que tem em qualquer lugar do mundo! Um prédio que poderia ter sido contruído por $8 milhões e custou $20, agora vai ter que parir um sistema de aquecimento de água ainda este mês. Desses 20 milhões, pelo menos metade é dinheiro público (que é doado para a organização sem fins lucrativos). Durma com um barulho desses!

Detalhe: a mesma empresa foi contratada para construir um novo prédio para a organização. As obras começam em janeiro.

Abraço a todos e tenham uma ótima semana! A minha começou bem.

Gra

domingo, 28 de outubro de 2012

Terremoto, furacão, Halloween, novos amigos, outono/inverno e bolo de carne

Oi todo mundo! E aí, belezinha?

Por aqui tudo muito bem apesar dos tremores :) Brindadeirinha! Quer dizer até teve terremoto, mas aqui em casa não sentimos nada. Foi de 7.7 pontos e no norte da Vancouver Island, atingiu a região norte de BC e o Alasca, foi o mais forte nos últimos 60 anos, teve até alarme de tisunami, mas ficou só no alerta. Nesse lugar sempre acontece terremotos por conta do encontro de duas placas tectônicas, ou seja, vai sempre rolar um tremorzinho por lá.

Há umas duas semanas rolou um treinamento geral para esses casos. Eu só fiquei sabendo no dia seguinte :) mas foi estipulada uma hora onde todos deveriam deixar o que faziam e seguir as recomendações de procurar abrigo e se afastar de lugares perigosos. As pessoas também foram lembradas de renovar os mantimentos nos kits de sobrevivência (umas rações tipo as dos astronautas e pacotinhos de água e cobertores, daqueles prateados) e atualizar a foto da família, sim, no kit deve constar uma foto com todos os integrantes da família para facilitar reconhecimentos pós tragédia.

O terremoto aconteceu ontem às 20 horas daqui. Hoje quando acordei olhei rapidamente na internet e não vi alardes nos sites de notícias do Brasil, até por conta da eleição, e achei bom, pois ninguém ficaria preocupado. Assim que fechei o ipad, toca meu telefone, minha mãe :) ela já tinha ficado sabendo e já estava preocupada :) E ainda tem o furacão Sandy que tá botando o terror na galera! Bem, esse vai passar bem longe daqui. Em Toronto vão sentir os efeitos, na terça, dizem os entendidos. Queria estar lá para ter dias de folga no trabalho :) Lembro que teve uma tempestade, eu acho, quando chegamos lá no ano passado, e parou tudo.

Mas tão importante quanto o terremoto, ou melhor, mais importante do que o terremoto, é o Halloween, na próxima quarta, dia 31. Vai rolar festinha no condomínio da Érica novamente e nós vamos dar uma passadinha por lá. É engraçado ver as crianças e suas fantasias. E rola tanto doce!! Caramba! Semana de dor de barriga para todo mundo! :) E as decorações? Quarta passada tomei um susto quando cheguei para trabalhar. A casa da frente tinha tanta coisa pendurada que achei que tinha virado uma loja! :) O povo se diverte por aqui também.

Uma das moradoras do prédio de Kitsilano veio me perguntar se temos festa para os mortos também, eu disse que não, disse que temos um feriado religioso no dia 2/11, mas é, em tese, uma data triste, não há festa, e ela: "Mas o Brasil faz festa prá tudo! Por que não fazem festa para os mortos?" Good point! Não sei porquê.

Ontem, sábado, fomos almoçar com o novo colega de trabalho do Pedro, o Aaron. Ele é canadense, casado com uma japonesa (se conheceram e se casaram lá no Japão) e vieram para o Canadá com ela grávida, a Ann nasceu aqui e, agora em dezembro, nasce o irmão ou irmã dela. Ela é a coisinha mais fofa do mundo :) Chegaram no restaurante, ela tirou a jaqueta olhou para nós e falou: "Apple juice!" hahahahahahahahaha E ficou repetindo isso... chamei o garçon e pedi o suco prá ela, mas só tinha de laranja... mas ela gostou mesmo assim :)

Essa história me fez lembrar de uma do meu afilhado. Quando ele era mais ou menos da idade dela, acho que mais ou menos 2 anos, ele pediu para a Silvana, que cuidava dele à época: "Quero suco de pêssego." A Silvana foi pegar o suco e quando abriu a geladeira viu que tinha suco de goiaba aberto e resolveu servir esse mesmo. Ele tomou o suco e disse: "Suco de goiaba delicioso! Mas eu pedi suco de pêssego!" :) Eles já sabem o que querem!

Mas voltando à Ann, a família vai morar aqui pertinho, em Port Moody. Ioco, a mãe, terá bebê em dezembro. Doidera total! Recomendei o médico que me atendeu, apesar de não ter sido a melhor experiência da minha vida, mas ela não tem exatamente muito tempo para pesquisar... tomara que dê certo. Vamos ajudar na mudança no próximo final de semana.

Lembram que falei do outono? Pois é, só que parece que o inverno está com pressa de chegar. Semana passada quando saímos para a feijoada na Érica, olha o que vimos:

A foto é da Ana Paula Calabrezi, peguei no face dela :)

Montanhas branquinhas! Ano passado a primeira neve na cidade foi em novembro... vamos ver...

Falando nisso, o Aaron perguntou se o clima de chuva daqui ia durar muito (ele é de Toronto) e eu falei: Não, só até fevereiro. :) tadinhos... 

O bolo de carne está pronto! E o Pedro está igual criança querendo atacar logo :)

Tenham todos uma ótima semana, agora sem mais propaganda política...

Faltam 44 dias para as visitas chegarem! :)

Bj, bj.

Gra

domingo, 21 de outubro de 2012

Thanksgiven

Oi gente! Boa tarde!

Acabou que o Thanksgiven passou no meio do turbilhão e nem percebemos. Foi comemorado por aqui no dia 8 de outubro, quando estávamos em Las Vegas. A Érica também estava viajando e acabamos programando uma comemoração tardia, que vai rolar hoje, com direito a feijoada canadense :) e pudim de leite!

O primeiro semestre desse ano foi cheio de tudo de bom e em julho parece que a coisa saiu um pouco dos trilhos, mas o último trimestre do ano promete! Começou com a viagem e a volta à normalidade, à rotina, coisa que adoro. Preciso de rotina! Acho que tudo fica mais divertido com rotina. A rotina é surpreendente! :) Gosto da rotina porque acho mais gostoso ainda quando a quebramos. Parecemos uns descabeçados com a vida, por vezes, atribulada que levamos, mas a minha felicidade só é completa com ela, a rotina!

Mas ontem à noite ocorreu a revelação! Eu diria, sem sombra de dúvida: a melhor revelação do ano! E aqui repasso a vcs: um casal, um dos casais mais queridos, amigos que moram em nossos corações, muitas vezes já citados aqui nesse blog, Marly e Gian, estão grávidos! Acabei de me arrepiar escrevendo isso! Gente, é muita alegria! Um casal cheio de amor, cheio de bons princípios, cheio de tudo de bom, que transbordam amizade e fazem o mundo ser um lugar melhor (garanto que fazem Toronto ser um lugar melhor), receberam essa notícia há muito esperada e agora mais que comemorada! Ganhei meu ano! 2012 fecha com chave de ouro! Mais um sobrinho em Toronto!

O universo tem das suas, tira daqui para devolver ali. Não sou das mais otimistas, mas acho que, no fundo, sempre acredito que tudo acaba bem. E 2012 acaba bem!

Agora deixa eu ir que é hora de feijoada! E essa reta final do ano fica eletrizante! Agora é começar os planos para dezembro e contar os dias para maio!

Tenham todos uma ótima semana!

Gra

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Como foi em Las Vegas

Oi gente! Quanto tempo!

Pois é, tudo esteve meio corrido por aqui e a preguiça chegou com tudo junto com o outono. E devo dizer que o outono chegou por aqui com força total e tenho a impressão que chegou na semana em que estávamos em Las Vegas. Voltar para casa foi engraçado, tudo estava diferente de quanto deixamos Coquitlam. Árvores bem mais avermelhadas e o clima de frio e chuva, que eu até já tinha esquecido como era. Devo complementar dizendo que as árvores não estão mais vermelhas aqui pelas redondezas pois hoje bateu uma ventania tão forte que todas as folhas caíram e à tarde as ruas e calçadas é que estavam vermelhas :)

Bem, indo direto ao ponto, Las Vegas foi o bicho! :) Já viajamos algumas vezes por conta da viúva, mas dessa vez foi especial, tudo cinco estrelas e, devo dizer, Las Vegas 5 estrelas é algo que deixa qualquer um abobado, foi fácil se acostumar ao padrão :)

Assim que chegamos tomei a decisão de não sair tirando fotos, pois se fosse para fotografar tudo o que causasse uau, eu não poderia fazer outra coisa além de fotografar. E já na entrada do hotel tive a sensação de que tinha sido um ótimo destino para viajarmos por conta da Esso, pois nunca iríamos lá por vontade e orçamento próprios, até porque acho que não caberia em nosso orçamento uma visita por essa Las Vegas de luxo.

O hotel foi o Wynn, acho que um dos mais novos dos grandões. Chegamos tarde porque nosso vôo atrasou (perdemos um espetáculo do Cirque du Soleil por isso) e fomos presenteados por uma suíte no topo do hotel (50o piso - 60o no número pois eles não tem os andares começando por 4, sim, dinheiro chinês também é forte por lá), a vista era de tirar o fôlego e só na manhã do retorno me dei conta que não tinha tirado foto da vista à noite...


O clima por lá estava muito bom, um pouco quente para meu gosto, mas suportavelmente seco.

Como eu falei, perdemos o espetáculo da primeira noite, mas na segunda fomos ao show do Rod Stewart que foi muuuito bom! Adoramos! Na terceira noite assistimos ao Le Reve (o sonho), um espetáculo de um grupo com princípios muito parecidos com o Cirque du Soleil que foi, sem dúvida o meu show predileto. Lindo demais. Eles se apresentam no hotel onde ficamos e o teatro foi construído para o espetáculo, com o layout de um circo, vc pode ficar sentado em qualquer lugar ao redor da apresentação e estar sempre bem posicionado. Duas fotinhos, uma do início e outra do final do palco do espetáculo:



Lembrei muito da Paulinha Pires durante esse espetáculo e ficava pensando em que idéias eu poderia passar para ela implementar com suas alunas. O Ká, do Cirque du Soleil que assistimos no dia seguinte, também foi bom, mas longe de ser o melhor. O cenário também era surpreendente, mas achei que fizeram pouco uso das instalações. A história era meio monótona com quadros meio longos... enfim, nesse último evento, um colega do Pedro que também foi premiado e é de Montreal estava lá assistindo e nos encontramos na saída. Esqueci de suas origens francesas (orgulhosas origens francesas, devo dizer) e disse que tinha achado Le Reve melhor... Ele, então reafirmou a superioridade de seus conterrâneos e ficamos por isso mesmo :) Ele era muito legal! Não dava para levar a discussão a sério :) Cenário do Ká:


Enquanto eu tirava a foto o Pedro leu no programa que era proibido fotografar... tirei só essa :)

Confesso que fiquei positivamente surpresa com o que vi pelas ruas de Las Vegas. Tudo limpíssimo e super bem cuidado. Tudo com cara de cenário, verdade, mas cenário bem feito, com bons materiais e bom acabamento. Granito e mármore de todas as cores e gostos por todos os lados. Colunas gregas de todas nomenclaturas. Não diria tudo de bom gosto, mas, com certeza, não era mau gosto. Tipo do lugar que vale uma ida na vida.

E como tinha brasileiro! Gente do céu! Não tenho a menor dúvida que pelo menos 40% das pessoas em Las Vegas nesse período eram brasileiros e essa porcentagem sobe ainda mais se falarmos na feira de lojas de conveniências (desculpa para a escolha da cidade) em que fomos no último dia, lá, pelo menos 60% eram brasileiros. No nosso hotel estavam hospedados as delegações da Ipiranga e da Petrobrás, brasileiros para todos os lados o tempo todo.

Bem, não posso deixar de falar do passeio ao Grand Canyon, ou melhor, o passeio dos sonhos do Pedro de helicóptero para o Grand Canyon. Gente, vale todos os centavos pagos. Eu confesso que estava muito ressabiada com a idéia, mas até eu relaxei e curti. O lugar, não preciso dizer quão lindo é, e a experiência do helicóptero muito boa também. Confesso que deu pena de quem foi até lá só de ônibus, pois só se para por pouco tempo em um único lugar e o que se vê (sim, também de tirar o fôlego para quem nunca esteve lá) é o mínimo do mínimo... Dá para ir de ônibus ou de carro e comprar um sobrevôo de lá mesmo, o que sai bem mais barato e também vale muito. Essa é minha dica para quem passar por lá: comprem um iPhone a menos e façam o passeio! :)








É isso gente! Foi a viagem de verão desse ano! :)

Agora já de volta à rotina, passado todo o turbilhão que foram os meses de agosto e setembro, o negócio é esperar por dezembro para recebermos visitas! :)

E vamos à reta final de 2012! E que as lembranças boas sejam mais fortes!

Bj, bj a todos!

Gra

p.s.: semana passada, na sexta, dia 12 de outubro, completamos 1 ano na nossa casinha canadense. Sou só eu ou esse foi o ano mais rápido da história?




sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Alasca mais uma vez

Oi gente!

Tô aqui contando os minutos para o Pedro chegar e resolvi cumprir a promessa das outras fotos.

Antes um adendo: estou quase odiando a Apple. Fui lá essa semana saber o que eu estaria fazendo errado, afinal, importo as fotos e tudo certinho e elas não aparecem instantaneamente. Claro que não levei meu computador, é grande, é pesado e não estou podendo carregar peso. Cheguei lá na hora marcada e como sempre um carinha bem simpático veio me atender. Primeiro sanamos as dúvidas do Pages e Numbers e depois fomos para as fotos. Ele me mostrou que eu devo importar como event e não criando um álbum como eu fazia, ok. Mas ele disse que deveria aparecer mesmo como álbum, mas que eu deveria tentar o método que ele ensinou que era certo que apareceria tudo. Claaaaaaaaaaaaaaaaaaro que não apareceu! E o que dá raiva é que eles são super simpaticozinhos e educadinhos e treinadinhos mas não conseguem disfarçar a cara de: "Claro que a madame não sabe a diferença entre o computador e a televisão" e não acreditam no que digo que está acontecendo. Agora terei que legar o computador na loja novamente... sim, já me arrependi da compra.

Mas agora é esse o desktop que está aqui para eu usar e eu vou encarar.

Voltando ao Alasca:

Saindo de Vancouver. E essa cidade é linda até em dia feio, fala sério!










Olha nós dois curtindo um friozinho no deck cobertura: 



E esse foi o primeiro urso que encontrei, não resisti em dar um abraço no amigo urso! :)


Esse foi o segundo urso, e foi tudo o que vimos em relação a ursos em Hoonah :)


Nos aproximando da Hubbard Glacier:


Impressionante.



O Pedro tornou-se um profundo entendido em glaciares e icegergs, e ele garante que esse aqui não é um iceberg, pois segundo o novo melhor amigo de infância dele, que ele conheceu no navio, vc só pode chamar de iceberg quando tem a altura mínima de 5 metros sobre a superfície da água, o que faz com que ele tenha mais 45 metros de altura abaixo da água. Eu sei, a foto está sem escala, mas passou tão pertinho do navio que dava para ver que tinha no máximo 3,7m :)



Mendenhall Glacier! Na minha opinião, a viagem toda valeu pela visita a este lugar. Lindo, lindo, lindo. Fica em Juneau.


Lembram que falei que tinha uma cachoeira à direita da glaciar? Tá lá ela! Essa paisagem é de tirar o fôlego!


Esse sim é um iceber! Devia ter uns 10 metros de altura!



Onde está o Pedro? Ele é o pontinho vermelho na foto :)





Esse era o lugar predileto do Pedro no navio. Um bar no topo do navio bem de frente. O Pedro ficava p da vida toda vez que íamos lá pois deviam ter umas 100 cadeiras assim, de frente para as janelas, e elas sempre estavam ocupadas por velhinhos... dormindo... hahahahahahahhha porque não ficavam dormindo no quarto? Muito mais confortável! Hahahahahaaha Mas tenho que admitir que sentar lá dava um sono! Mas o Pedro adorava, igual criança, se sentindo o próprio capitão com seu binóculo :)


E aqui, fotos de Ketchikan, no lugar onde vimos a bicharada toda:

Dona foca:


Salmãozada:


Olhem quantos mortos nas pedras. Tem tantos que os bichos nem ligam de vir comê-los. Eles morrem de exaustão, depois de subirem o rio para desovar.



As águias:


E os ursos:


Ok, eu sei que essa foto está uma bosta, mas o que aconteceu foi: foi tão divertido ver o urso (esse era um filhote) entrando correndo na água para brincar que eu esqueci de tirar fotos :) aí quando o Pedro falou para tirar eu simplesmente bati as fotos, esquecendo que não estava no automático e ficaram escuras, e quando me dei conta o ursinho já estava indo embora, como nessa foto :)

Ele entrou correndo na água e deu uma patada em um salmão que voou e ele pegou novamente com a boca :) e levou para dentro do mato. Aí voltou correndo e ficou arremessando outros salmões para o alto, mas sem nenhuma intenção de pescá-los e depois saiu correndo todo feliz pela água. Nesse mesmo lugar vimos outros dois ursos adultos, um deles era enorme, estava super longe mas mesmo assim dava para notar como era grande.

E foi isso, minha gente.

A Érica jura que no tour que ela faz pelas rochosas dá para ver mais gelo :) e, com certeza, dá para ver mais ursos, mas esse ano não rola mais grandes viagens/projetos para a gente. Quem sabe ano que vem, talvez morando mais perto (em Calgary) a gente dê um pulo lá :)

Bj, bj e tenham um ótimo final de semana!

Gra

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Extra, extra, extra!

Muito boa noite gente querida! Depois de um período funestro (não sei se a palavra existe, mas o sentido todo mundo pegou, né?), enfim boas notícias! :)

Eu dizer que meu marido é algo mais que espetacular e super competente e inteligentíssimo e adoravelmente irritante no seu papel perfeito de executivo de multinacional não pega bem. Não pega bem porque alguém levantaria a hipótese de que meu julgamento não é técnico e/ou impessoal, no que , digamos de passagem, eu concordaria, já que esse cara é a pessoa que mais amo nesse mundo e que sempre me faz renovar o sentido - ou a falta de sentido -  da paixão. Concordamos até aqui? Ótimo!

Mas e se eu contar que ele acabou de me ligar (ele está perto de Toronto numa reunião nacional de avaliação das gerências) para me contar que, primeiro, vai voltar para casa mais tarde, só na sexta, pois a gerência dele foi a campeã e, como prêmio, passarão quinta e sexta em um resort, recebendo super tratamentos de luxo, com direito a spa e passeio de helicóptero. Mas tem mais!

Esse meu marido, também conhecido por vcs como Pedro, o marido da Gra, ficou entre os três melhores gerentes de território da Imperial Oil Canadense do último ano! E ainda tem mais: é a primeira vez, na história da premiação, que um gerente de território com apenas um ano de empresa ganha a competição!

E para terminar a notícia com chave de ouro: como premiação, ganhamos uma viagem de 4 dias para Las Vegas, com direito a tudo que se tenha direito :) O único porém da história toda é que a viagem vai ser de 7 a 10 de outubro e eu tenho que, desde já, começar a esfregar óleo de peroba na cara para pedir mais três dias off para minha chefe, depois de estar a quase três semanas sem trabalhar...

Bem, a outra notícia boa é que fui ao médico hoje e ele disse que está tudo ok comigo e com as cicatrizes e tals, então estou pensando em voltar a trabalhar amanhã, para fazer média e pedir os dias livres daqui a duas semanas :)

E vcs sabem, que o que acontece em Vegas, fica em Vegas :) mas eu prometo contar depois como foi :)

O Pedro vai ficar bravo quando ver esse post, ele detesta quando eu falo das conquistas dele, fica encabulado, mas tem como não contar? Chegar, chegando e dominando desse jeito não é prá qualquer um! :)

Bj, bj a todos e tenham bons sonhos! Eu terei! :)

Gra

Alasca

Oi gente! Boa noite!

Resolvi unir a força do meu mau humor e fazer algo de proveitoso :), resolvi organizar as fotos da viagem e aí acabei dando muita risada lembrando do que aconteceu e até deu vontade de escrever no blog.

É gostoso rever fotos, né? Eu devia fazer isso com mais frequência!

Bom, só tem um porém... eu não consigo entender ainda porque meu computador some com as pastas novas de fotos por um tempo... enfim, é complicado para explicar, mais do que para entender o computador :) O resumo é: só tenho acesso, agora, às fotos de uma das máquinas, então depois posto novamente com as outras fotos, ok?

E aqui vão alguns dos pontos altos da viagem:


Essa foi antes do embarque. Chegamos tão ansiosos no Canada Place que nem nos demos conta de que esse não era nosso navio! hahahhahahahahaha

Nosso cafofo:


Era até bem espaçoso, com muitos armários e um banheiro onde cabiam nós dois! :)


O casal saindo para a primeira noite formal :) E o brinde com o capitão! Hahahahahahahahha e dá-lhe champagne!


Primeiro passeio em terra firme: num vilarejo chamado Hoonah, uma ilhazinha no "Estreito de Gelo". Total de habitantes: 1200, todos com algum grau de parentesco.




O passeio que fizemos nesse dia foi para uma reserva onde, em tese, encontraríamos ursos... só em tese, pois eles não apareceram e as fotos do passeio estão na outra máquina :)



Esse, sim, é o nosso navio :)


Bem, um comentário que esqueci de fazer no início do post: o Alasca é muito parecido com British Columbia. Quando falamos em Alasca, a imagem de muito gelo por todos os lados é a primeira que vem à mente, mas no litoral, e nessa época do ano (a única onde o passeio é possível), a paisagem lembra em tudo aqui onde moramos e isso foi meio decepcionante... Só no extremo norte da viagem é que vamos ver gelo, nas glaciares.

E aqui está a primeira que encontramos: Hubbard Glacier, a maior do Alasca. Esse paredão aí tem cem metros de altura e para baixo da água são mais 400 metros. É por isso que não se pode chegar mais perto, pois do mesmo jeito que ela quebra nessa parte visível e cai na água, pedaços da parte submersa também quebram e submergem sem avisar, podendo atingir as embarcações.

Esse é o lugar mais ao Norte (60 18' 50") e mais a Oeste (139 22' 15") que já estivemos :)




Essa outra é a Mendenhall, bem menor, mas, em nossa opinião, muito mais bonita. A paisagem aqui é totalmente de tirar o fôlego. O fotógrafo não ajudou :) mas no canto direito dá para ver uma pequena parte de uma cachoeira onde podemos chegar caminhando, e chegamos :) mas as fotos... no próximo post.




Esse passeio acabou tendo que ser um pouco corrido pois ainda queríamos fazer uma outra trilha para ver ursos, mas quando chegamos na outra trilha, ela estava fechada, pois, segundo a administração do parque, havia muitos ursos ali naquele momento, o que poderia colocar os turistas em perigo...

Bem, a Mendenhall Glacier fica na cidade de Juneau, capital do Alasca, onde tivemos o imenso prazer de visitar um hospital e conhecer um pouco do sistema de saúde norte americano, o que, já comentei aqui, vale outro post, mais tarde :)

Segundo nosso guia, Juneau foi um homem muito rico da cidade, ficou rico com a exploração de ouro e bebeu o ouro todo... sim, uma fortuna que parecia não ter como acabar foi totalmente consumida em álcool. Juneau tem uma população de pouco mais de 30 mil habitantes e é a cidade norte americana com o maior consumo de álcool. Segundo o guia, havia um outro homem rico na cidade, que agora não vou lembrar o nome, que investiu muito na cidade e trouxe muita prosperidade, principalmente incentivando a instalação industrial para a produção de peixe, durante um tempo a cidade passou a ser chamada pelo nome desse homem, mas o Sr. Juneau não gostou e propôs um desafio: a cidade votaria no nome preferido e ele daria bebida de graça para todos que votassem no nome dele... sacaram?

Bem, o fato é que não simpatizamos muito com a cidade. A região do porto, onde desembarcamos é muuuuuuito cenográfica para turista... tudo meio artificial. Mas a próxima parada foi gratificante, em todos os sentidos: Ketchikan!


Creek Street, é essa ruazinha sobre essa estrutura de madeira na beira do riacho. Costumava ser a região onde moravam as prostitutas da cidade e hoje é o principal ponto turístico. Lá no final, depois da casa verde, tem uma rua/trilha que chama Married Man Street, que é o caminho escondido por onde os homens casados passavam para chegar aos prostíbulos sem chamar atenção.




A cidade é uma gracinha, e assim como Juneau, a relação quantidade de homens para mulheres é bem alta, lá em Juneau, 5x1, em Ketchikan de 8x1. Nas palavras dos guias, para as mulheres solteiras: "your odds are good, but the good can be odd." :) E aí chegou a me dar pena da homarada da cidade, já que a prostituição passou a ser crime a partir da década de 1940...

Olha que gracinha a cidade:


Foi em Ketchikan que, enfim, encontramos ursos! :) Num único passeio, numa única parada, avistamos três ursos, focas, águias e muito, mas muito salmão! Nessa época do ano a cidade começa literalmente a feder a peixe podre, pois os salmões começam a morrer após chegar no alto do rio e desovar. Gente, vou mostrar depois, mas é inacreditável a quantia de salmão. Vc nem precisa usar anzol para pescar, basta se agachar na beira do rio e esticar o braço e pegar a quantia de peixe que quiser. Falta água para tanto peixe!

Gente já está muito tarde! :)

Volto em breve com mais fotos.

Bj, bj e tenham uma excelente semana!

Gra